Robôs armados para matar são barrados nos EUA

Projeto que autorizava robôs armados a matar nos EUA é reprovado

Temendo a segurança pública, cidadãos de São Francisco protestaram contra o armamento das máquinas.

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robôs armados
Fonte: Freepik

O Departamento de Polícia de São Francisco sugeriu uma política bastante polêmica, uma vez que robôs armados seriam permitidos a matar qualquer suspeito que colocasse em risco tanto a vida de policiais quanto de cidadãos.

A proposta que havia sido aprovada, passou a receber desaprovação após os cidadãos irem às ruas em protesto. Sem saída, as autoridades acataram a opinião pública e votaram contra a proposta de militarização extrema de robôs.

Segundo os protestantes, os robôs armados poderiam colocar em risco inúmeras vidas sem um motivo plausível para isso.

Conheça o objetivo do projeto da militarização de robôs

O projeto de militarização letal dos robôs vem de uma medida do Departamento de Polícia de São Francisco como uma forma de atestar a segurança pública.

Isso porque, em 2016, David Brown, o chefe de polícia de Dallas, abateu com um robô armado um suspeito que havia alvejado 5 oficiais. Segundo o policial, essa foi a única opção possível.

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Mas, o fato levantou polêmica devido a autorização extremista de que os robôs poderiam matar suspeitos de crimes. O problema é até onde esta proposta solucionaria o índice de criminalidade e deixaria a população mais segura e não em risco?

Segundo o texto do projeto, os robôs armados poderiam utilizar de suas forças quando a vida da população e dos policiais estivesse em risco sem que houvesse outra alternativa. Isso daria a uma máquina movida porinteligência artificialplenos poderes de atuação.

Dessa forma, o decano do comitê, Aaron Peskin, ao lado de alguns fabricantes de robôs, se mostrou contra a autoridade plena das máquinas. Afinal, segundo a carta aberta das fabricantes, os robôs deveriam servir como colegas e companheiros e não serem utilizados indevidamente.

EUA avança no processo de criação de um exército de robôs

Se você já assistiu Exterminador do Futuro e Star Wars bem sabe que não é de hoje que os robôs estão sendo pensados como uma arma letal.

Mas, para além dos cinemas, devemos pensar o quanto as máquinas poderiam ser efetivas para atuarem em campos de batalha. Já pensou quantas vidas seriam salvas? Contudo, não pense você que isso está longe de acontecer.

Como vimos, a medida proposta pelo Departamento de Polícia de São Francisco já sugere uma militarização de robôs. E em breve, ao que tudo indica, o exército dos EUA será composto integralmente por robôs.

O baixo recrutamento e alta demanda tem feito com que o Departamento de Defesa Norte Americano pense nos robôs como uma forma de alcançar maior poder bélico e aumentar o desempenho de seus combatentes.

Além dos drones, o Pentágono está investindo massivamente em robôs armados para domínio marítimo e terrestre. Atualmente, o país tem gasto um valor de US$ 3 bilhões com pesquisas robóticas para a militarização das máquinas.

As máquinas de guerra automatizadas já estão sendo desenvolvidas em solo estadunidense. Em 2015, redes automatizadas de gestão de missões mais complexas foram criadas, envolvendo não só veículos terrestres, mas também aéreos não tripulados.

Enquanto isso, a Marinha, por sua vez, passou a implantar drones submarinos. Tão certo que em 2016 pela primeira vez surgiu o submarino não tripulado para expedições exploratórias, a Orca. O submarino com alcance de 6.500 milhas náuticas tem capacidade de funcionar sozinho por meses.

Quem sabe nos próximos anos não veremos soldados norte-americanos de carne e osso dando espaço para os robôs.

Robôs armados e supersoldados

robôs armados
Fonte: Boston Dynamics

Embora o uso dessa tecnologia seja para o auxílio dos oficiais humanos, os EUA também estão investindo no desenvolvimento de robôs armados ou ‘robôs assassinos’.

O robô Atlas, fabricado pela Boston Dynamics, consiste em uma máquina muito eficiente e habilidosa, sendo capaz de saltar e caminhar em terrenos irregulares. Além disso, a máquina é capaz de resistir a muitos ataques humanos.

Já o WildCat, por sua vez, é um gato robótico capaz de correr a uma velocidade de 32 km/h, velocidade superior a um ser humano que pode alcançar 22 km/h.

Além dos robôs armados há uma busca consistente dos EUA de aumentar o desempenho dos seres humanos para a guerra. Isso por meio da mistura de humanos com máquinas. Para termos uma noção, em 2013, o traje TALOS de supersoldado foi revelado.

O traje apresenta sensores, visão noturna, força física adicional, tanque de oxigênio e demais recursos para ajudar o combatente. Aliás, o traje foi comparado a armadura do Homem de Ferro.

Bom, pelo jeito, estamos caminhando para uma Era das Máquinas, resta-nos saber se seremos seus companheiros ou suas vítimas.

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Gabriel Mello

Mestre em Filosofia e doutorando em Letras. Especialista em SEO, atua há 3 anos com planejamento, produção e revisão textual, garantindo a entrega de um conteúdo relevante e de impacto para e-commerce e e-business.

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